Blogue

Teste ao Adox CMS 20

adox cms 20 and adotech

As películas são como vinhos tintos: têm cores diferentes, provêm de emulsões diferentes, uns custam 2€ outros 5€ ou mais. Há quem não se importe de beber vinho estragado e também há quem fotografe com películas fora do prazo. Se o Adox CMS 20 fosse um vinho, seria um vintage!

 

O Adox CMS 20 tem uma sensibilidade orthopancromática, segundo o fabricante nenhum outro filme tem mais nitidez, grão mais fino ou maior resolução (até 800 Ll /mm*). É possível fazer ampliações até 2,5 metros de diagonal sem perder qualidade, o que equivale matematicamente a uma câmara digital de 500 megapixeis. Este feito é conseguido com a emulsão especial de alta resolução monodispersa. Quando revelado com Adotech oferece uma excelente gama de meios tons.

 

Passemos agora à parte técnica: o filme foi exposto a 20 ASA e o processamento foi realizado num tanque JOBO 1510 manualmente.

 OBS.Temp.Tempo
1- AdotechAgitação contínua nos primeiros 30'', depois uma inversão suave a cada minuto24˚C10m
2- Banho de paragem ácidoAgitação contínua20˚C30s
3- FixadorAgitação contínua20˚C1m
4- Lavagem 20˚C5m
5- Agente molhanteFora do tanque/espiral20˚C1m

 

Algumas imagens digitalizadas a 48.000 dpis no Epson V500 (sem edição):

Adox cms 20

 

adox cms 20

detalhe a 100% da primeira imagem.

Considerações finais

Não é um filme fácil de trabalhar, é bastante fino com facilidade para riscar e apanhar poeiras, mas se exposto e revelado correctamente o resultado final é espectacular. A resolução que atinge tem como limite a resolução da lente usada; tem um grão extremamente fino e uma fantástica exposição de latitude.

 

Cientistas dedicaram anos de pesquisa com o revelador Adotech, por isso não revele com outro quimico. Isso é como beber um bom vinho num copo de plástico.

 

Mais info aqui, podem comprar aqui.

Podem ver as fotos com toda a resolução na nossa página do Flickr.

 

 

 

* Line pairs/mm - Um par de linhas é constituído de uma linha apagada e uma linha acesa adjacentes, enquanto linhas contam ambas as linhas apagadas e acesas. Uma resolução de dez linhas por mm significa cinco linhas apagadas alternando com cinco linhas acesas, ou cinco pares de linhas por mm. A resolução de lentes fotográficas e filmes são mais freqüentemente citadas como pares de linhas por mm. in wiki

CMS (Cubic Monodispersed Single-layer) 20 is the world's sharpest and most fine grained film in existence. This is possible because the emulsion of the single layer is only one grain thick. It is recommended for processing in Adotech CMS developer.

in adox flickr group

"Alma" ganha 5 Leões em Cannes

alma leica monocrom

A curta metragem "Alma" que foi criada para o lançamento da Leica M-Monochrom na loja da Leica em São Paulo ganhou cinco Leões no festival de Cannes na categoria Film Craft.

 

O filme foi produzido pelos brasileiros da Sentimental Filme e a agência de publicidade FNazca / Saatchi & Saatchi

 

A Leica M-Monochrom foi lançada em meados de 2012, sendo a primeira câmara digital que só faz fotos em preto e branco. Foi apresentada ao mercado sob o conceito de que “Toda Leica tem Alma. Leica M-Monochrom. A reencarnação do preto e branco”.

 

A curta acompanha um fotógrafo de guerra no seu quotidiano, usando um plano subjectivo com o ponto de vista da câmara. 

 

Muito interessante.

Leica Alma from Sentimental on Vimeo.

 

 

 

 

 

via http://www.canneslions.com

mais info aqui

BBC realiza documentário sobre Vivian Maier

Auto retrato de Vivian Maier

Já falámos aqui da ama de Chicago Vivian Maier, e de como uma série de eventos fortunados levou John Maloof a adquirir o espólio da fotógrafa. Espólio esse que vai gerindo, vendendo e ganhando dinheiro que levanta algumas questões pertinentes relacionadas com direitos de autor...

 

Estima-se agora que Maier tenha deixado um legado de 150.000 fotografias (muitas ainda por revelar) e já é apontada como uma referência da fotografia de rua...antes de a fotografia de rua ser inventada.  

 

Enquanto o John Maloof criou um projecto no kickstarter para financiar um documentário, a BBC passou logo à acção e fez um. Fica aqui o trailer:

 

 

 

O mundo pelo buraco de uma agulha

A Câmara Escura

A fotografia pinhole (do inglês buraco de agulha), é uma técnica alternativa de fotografar, despojando a câmara de todos os acessórios supérfluos, voltando à sua essência absoluta: a câmara escura.

A câmara escura não é mais que um compartimento completamente estanque à luz, em que numa das faces é feito um pequeno orifício (orifício estenopeico), pelo qual passa a luz, produzindo na face oposta, uma imagem invertida de cima para baixo e da esquerda para a direita.

A primeira representação deste dispositivo data de 1544, mas este teria sido descoberto muito antes. No entanto, a fotografia teve que esperar muitos anos até ser inventada, em meados do século XIX. Primeiro descobriram-se os materiais sensíveis à luz, e só algum tempo depois se descobriu a forma de fixar as imagens.

 

«The Reflex Box Camera Obscura››, de Johann Zahn, 1685

 

As Câmaras Pinhole

Já se produziram câmaras pinhole de tudo, desde latas de café, caixas de madeira ou cartão, salas inteiras, até mesmo o interior de uma carrinha. Mas todas têm as mesmas coisas em comum: são estanques â luz, e foi-lhes feito um, ou vários minúsculos orifícios, por onde esta passa. Também se pode usar uma câmara reflex à qual se retira a objectiva, cobrindo o bocal com material isolante, e, claro, um furo.

Para produzirmos uma câmara pinhole com um caixa pré-existente, é necessário pintá-la, pelo menos pelo lado de dentro com uma boa camada de tinta-spray preta mate, e proteger todos os pontos por onde possa passar a luz com fita-cola isolante preta. Se a caixa for de metal fino, podemos fazer directamente o buraco na mesma, com a ajuda de um alfinete. Se for de cartão, podemos abrir um buraco maior na caixa e colar-lhe um bocado de metal com um furo (ex: invólucro de rolo fotográfico). O furo deverá ser maior quanto maior for a distância focal da câmara (distância entre o furo e o papel).

Quanto menor for o furo, mais nítida será a imagem, no entanto, se o furo for demasiado pequeno pode causar o fenómeno de difracção, distorcendo a imagem. Os furos devem ser limados pelo menos do lado inverso de que foram feitos. É muito importante que se tenha um mecanismo de “obturação', que não é mais que uma tampa que deverá tapar o buraco quando não estivermos a fotografar. Há várias fórmulas matemáticas para calcular os tamanhos dos furos a fazer, e centenas de técnicas para realizar câmaras pinhole, mas não há uma certa. O importante é criar imagens que nos satisfaçam e deixarmo-nos surpreender pelos resultados.

exemplo de câmaras pinhole
exemplo de câmaras pinhole

Os Materiais Fotossensíveis

Qualquer material do quaI possa surgir uma fotografia, serve como matéria sensível para fazer pinholes: Polaroids, chapas de negativos, rolos de 35 ou 12omm de negativos ou diapositivo a a cores ou a preto e branco já foram utilizados nesta técnica. Neste tutorial vamos usar papel fotográfico por ser o meio mais prático.

 

Fotografar com uma Câmara Pinhole

Para se fazer uma boa fotografia, em quaIquer técnica, é necessário obter o valor de exposição correcto para cada situação. Este valor está diretamente relacionado com a quantidade de Iuz que sensibiliza o material fotossensível Na fotografia pinhole, a única forma de controlar o valor de exposição é com o tempo de exposição. É necessário um maior tempo de exposição quanto menor for a Iuz disponível. Neste tipo de câmaras , os tempos de exposição de uma fotografia pinhole podem ser bastante elevados (desde 15"a várias horas). Por isso, é necessário pousara câmara num Iugar seguro e estável e estar acompanhado de um relógio. O obturador deve ser retirado, e no final do tempo estipulado, deve ser recolocado no Iugar. É sempre aconselhável manter o registo dos tempos e dos resultados.

 

O Laboratório 

0 papeI para fotografia a preto e branco tem uma sensibilidade ortocromática à Iuz. Isto quer dizer que é sensível apenas a uma parte do espectro luminoso. Por isso, deve ser manuseado num laboratório, sob iluminação de segurança, (o papeI não é sensível a essa radiação).  Para carregar a câmara basta recortar um pedaço de papeI que caiba na face da caixa oposta à do furo e fixá-Io com um carregador próprio ou apenas com um pouco de fita-cola. Depois fecha-se a câmara. É necessário ter cuidado para que não se acenda outra Iuz, não se abra a porta, ou se saia do laboratório sem antes verificar que o papel está correctamente fechado na sua caixa e se o obturador está colocado na câmara.

 

Depois de realizar a exposição é hora de revelar os negativos. Para isso, mergulhamos o papeI em três químicos:

Revelador:  Este químico reage com os sais de prata do papeI que foram sensibilizados, e faz aparecer a imagem. 0 tempo de revelação varia consoante o fabricante, mas geralmente está entre os 60" e os 90". 

Banho de Paragem:  Este químico tem um PH ácido, o que faz parar imediatamente a acção do revelador.  0 papeI deve permanecer mergulhado no banho de paragem entre15"e 60"(consoante o fabricante). 

Fixador:  Este químico faz com que o papeI deixe de ser sensível à Iuz e possa ser normalmente manipulado. Depois de ter passado metade do tempo necessário à fixação, pode acender-se a Iuz do laboratório e analisar os resultados. 0 tempo de fixação depende da diluição utilizada e varia de fabricante para fabricante. Geralmente não ultrapassa os 120". 

 

Depois deste processo as imagens são lavadas durante alguns minutos em água corrente para que não permaneça nenhum resíduo dos químicos anteriores. 

Estes químicos apresentam-se em fórmulas concentradas e é necessário verificar as embalagens para conhecermos as diluições correctas e os tempos de vida, já que todos eIes são reutilizáveis. 

É necessário manuseá-Ios com algum cuidado, já que são algo tóxicos. É aconselhável o uso de Iuvas e avental. 

 

Digitalização

Quando as imagens estiverem secas, digitalizamos os negativos e num programa de edição invertemos as cores e espelhamos a imagem. Posteriormente podemos imprimir o positivo, ou imprimir o negativo num acetato e fazer uma impressão por contacto com o ampliador.

 

Análise dos Resultados

Como foi referido anteriormente, o único meio que temos para chegar a uma boa imagem é a tentativa e erro. Portanto é importante saber analisar os resultados. Preferencialmente, o nosso negativo deve ter o máximo possível de tons de cinza, entre o preto e o branco puros.  Se o negativo se apresentar muito escuro, quer dizer que teve Iuz a mais, ou seja, deve reduzir-se o tempo de exposição e vice-versa. Se a variação dos tempos de exposição não produzir resultados diferentes, é possível que a câmara não esteja corretamente construída - pode não ser completamente estanque à Iuz, ou o orifício pode ser grande demais, ou estar obstruído por alguma coisa. Se a imagem apresentar um formato estranho (oval, ou com «bicos»), provavelmente quer dizer que o orifício estenopeico não foi suficientemente Iixado. 

 

Algumas fotos captadas pela nossa câmara:


exposição de 20''

foto pinhole da sagrada pelicula
exposição de 20''


exposição de 30''

Conclusão

A fotografia pinhole pode ser frustrante e recompensadora simultaneamente principalmente para quem gosta de controlar todos os aspectos da fotografia; é como trabalhar sem rede: sem fotómetro, sem visor, e com uma abertura fixa. A curva de habituação é lenta e baseada no método tentativa-erro, mas depois de dominar a técnica é possível conseguir resultados bem interessantes, vejam os links de projectos pinhole!

 

 

Projectos:
Time In a Can
TrashCam Project 
T
he Pinhole Parcel Project

Referências:
Worldwide Pinhole Photography Day (resources)

 

Câmaras estenopeicas:
Zero Image
Ilford Pinhole Kit
Obscura da Ilford
Pinhole Blender
Stenoflex

Vemeer
Kurt Mottweiller
Skin Pinhole ( lentes para por a leica ou a hasselblad a fazer pinholes...)
Heartbeat ( uma pinhole com precisão relojoeira)

Corbis readymech (para download)

 

 

Um agradecimento especial à Magda e ao Domingos da imagerie

 

 

Sally Mann

Sally Mann a tirar uma fotografia

"Não é pelo simples facto de se usarem processos tradicionais que as imagens ou obra de alguém passa a ser interessante."

Sally Mann usa processos tradicionais e o seu trabalho é mesmo interessante. A sua fotografia tem um cunho pessoal vincado e sempre retratou o que a rodeava: familia, a quinta e os animais. Reconhece o gosto pelo erro, pelo inesperado que acontece quando trabalha com colódios.

Aqui fica um vídeo inspirador:

Sally Mann from Alexander Joffre on Vimeo.

Primeira revelação E6

Depois de muita pesquisa e alguma preparação, processámos slides na Sagrada Película. Aproveitámos o bom tempo da semana passada para dar uma volta por Aveiro e arredores e queimar um Provia 100F e um Velvia 100.

 

Ingredientes

1 Velvia 100
1 Provia 100F
1 JOBO CPP-2 c lift
1 Tanque JOBO 2521
1 kit tetenal colortec E6 5L
1 Tetenal Protectan
1 par de luvas
 

Procedimento

1-Preparar os químicos

É possível fazer preparações parciais com o kit de 5L da tetenal (mas as medições têm de ser precisas), como esta química tem um tempo de vida curto depois de diluído decidimos fazer uma solução de 500ml para testes, deixando o restante concentrado. Nos químicos concentrados foi aplicado um pouco do gás da tetenal Protectan para minimizar a oxidação. Na medição dos vários reagentes foi usado uma proveta por químico para evitar contaminação.

Segundo o fabricante 500ml dá para processar 6 filmes.

 

2- Carregar os filmes no tanque

Uma espiral da jobo leva dois filmes 120, separados por um clip. Este procedimento tem de ser realizado em completa escuridão e convém ter cuidado com o autocolante que fixa o inicio do filme ao papel protetor.

 

3- Processar

jobo a bombar

A grande vantagem de usar um processador rotativo é a quantidade reduzia de química necessária para cobrir os filmes, no nosso caso são precisos 270ml para processar dois filmes 120. Para além disso o processador mantém a temperatura constante ao longo do processo.

O JOBO CPP-2 demora 90 minutos a estabilizar a temperatura nos 38º, para acelerar o processo foi adicionada água para as lavagens e para o banho maria perto dessa temperatura. O processo E6 tem pouca tolerância a variações de temperatura, pelo que tanto os químicos como a água usada em lavagens têm de ter 38ºC (± 0,5º ). O último banho no estabilizador pode ser feito à temperatura ambiente. 

Os químicos são tóxicos e irritantes em contacto com a pele e com os olhos, é aconselhável usar luvas durante todo o processo.

 

 OBS.Tempo
Pré aquecimento do tanquetanque carregado com filme sem quimica5:00m
Primeiro revelador 

 

 6:30m
Lavar  2:30m
Revelador de cor 6:00m
Lavar 2:30m
Branqueador/Fixador 6:00m
Lavagem final 4:00m
Estabilizador 1:00m
 

Quando os filmes saem do estabilizador têm uma aspecto viscoso e azulado, vão ganhando cor conforme vão secando.

Depois de secar os filmes foram digitalizados com o Epson V500, a seguir alguns exemplos (imagens sem edição):

 

Fuji Provia 100F
Fuji Provia 100F

Fuji Provia 100F
Fuji Provia 100F

Fuji Velvia 100
Fuji Velvia 100

Fuji Velvia 100
Fuji Velvia 100

Fuji Velvia 100
Fuji Velvia 100

 

A Platinotipia

 

História

 
A impressão em Platina/Paládio tem uma longa tradição, remontando ao início da história da fotografia, apesar da primeira patente do processo só ter sido registada em Inglaterra em 1873 por William Willis. 
Uma ampla divulgação sucedeu até à 1ª guerra mundial, embora a partir desse período, devido as questões de custo e dificuldade na obtenção de platina e paládio, desviados entretanto para aplicações bélicas, o processo tenha caído no esquecimento até aos princípios dos anos 70. Um artigo da época, do “master printer” George Tice, publicado num volume da Time-Life Books (1972), fez resurgir o interesse por este tipo de impressão como especialidade fotográfica na área das “fine arts”.
 
Fotógrafos como Frederick Evans, Edward Steichen, Paul Strand, Alfred Stieglitz ou Edward Weston, entre outros, foram alguns dos mais importantes utilizadores desta técnica desde o séc XIX. Foi no entanto o grande fotógrafo norte-americano Irving Penn, um dos artistas contemporâneos que mais se destacou, imprimindo com grande mestria em Platina/Paládio, uma parte razoável das suas melhores imagens. 
A utilização por fotógrafos portugueses desta técnica de impressão foi muito esparsa no séc XIX, sendo igualmente rara no séc XX, até aos nossos dias.
 

O processo

 
Os procedimentos de impressão iniciam-se com a escolha criteriosa de um papel de alta qualidade, 100% algodão. Segue-se o seu emulsionamento com uma solução especial de sais de platina e paládio, revelando-se esta operação crítica, porque a referida solução deverá penetrar o papel de forma absolutamente controlada. 
A segunda etapa consiste em expor o papel a luz ultra-violeta em contacto com o negativo do mesmo tamanho da prova, sendo posteriormente processada e lavada. O que resulta de todo este processo, é uma imagem com uma inconfundível atmosfera, formada unicamente com micropartículas metálicas de platina e paládio puros, embebidas nas fibras do papel.
 
Esta técnica de impressão fotográfica, distingue-se de outras pela inexistência de qualquer substracto adicional, tornando-se a imagem parte do papel e na estabilidade química da platina e do paládio. As imagens tornam-se tão permanentes como o papel de alta qualidade que lhes serve de suporte. A sua duração em perfeitas condições, pode ser avaliada na ordem das centenas de anos, tornando as “platina/paládio” muito desejadas tanto por museus como coleccionadores de fotografia.
Poder-se-á destacar ainda a ausência total de brilho, gama tonal muito extensa e delicada, sensação de tridimensionalidade e outros atributos menos tangíveis, que conferem a estas impressões um carácter e luminosidade únicos. 
 
foto de Manuel Gomes Teixeira, todos os direitos reservados
 
 
Neste vídeo vemos o fotógrafo/impressor Manuel Gomes Teixeira que faz o percurso desde o momento em que tira a fotografia até à sua impressão.
 
Embora use métodos tradicionais (com película fotográfica em câmaras de médio e grande formato) tem aliado procedimentos centenários com a tecnologia disponível hoje em dia, aproveitando o melhor do analógico e do digital.
 
O resultado final é inigualável.
 
 

Platinum Palladium Printing with Leica M Monochrom from Luís Oliveira Santos on Vimeo.

 


Manuel Gomes Teixeira

Lisboa,1962.

Fotógrafo e impressor

Exerce actividade como fotógrafo profissional, fundando o seu próprio estúdio( Punctum Studios), em 1989.

Nos últimos anos (desde 1998), dedica-se a métodos e técnicas de impressão fotográfica do séc. XIX, tais como Print-Out-Paper, Colódio Húmido, Cianotipia, Albumina, com especial destaque para a impressão em metais Platinum & Palladium (vulgo,Platinotipia), à qual, no momento, se dedica quase exclusivamente.Embora utilize no seu trabalho filme fotográfico tradicional, investiga a aplicação de técnicas digitais aos processo antigos, nomeadamente, na produção de negativos digitais em suporte de gelatina/cerâmica, fazendo a ponte entre as técnicas tradicionais e as novas tecnologias digitais.

Actualmente, disponibiliza serviço especializado de impressão fotográfica Platinum/Palladium, para fotógrafos, artistas e instituições. Desde 2003, realiza frequentemente Workshops  e seminários sobre o tema.

 

via www.manuelgomesteixeira.com

 

O Daguerreótipo

daguerreótipo

 

Um vídeo bem interessante do fotógrafo de Seattle Dan Carrillho que fala um pouco da sua arte. 

 

 

O fotógrafo diz que hoje em dia, numa sociedade consumista em que tudo é tão imediato, ele tem a certeza que as imagens que faz ficarão depois de ele desaparecer. Num mundo digital em que é tão fácil tirar uma fotografia e é tão fácil esquecê-la, ele tenta fazer algo que perdure.

 

 

Passem pelo flickr e dêm uma olhadela, estas chapas têm alma!

 

Dan Carrillo: Daclotype from Patrick Richardson Wright on Vimeo.

Processos fotográficos alternativos

George Eastman House criou uma série de filmes em que explica a história e contexto dos principais processos quimicos na fotografia. Do daguerreótipo à impressão em gelatina de prata, que é um processo usado ainda hoje nas películas preto e branco.

 

Os vídeos estão bem realizados e são um recurso interessante se quiserem saber mais sobre as fundações da fotografia moderna.

 

O Daguerreótipo

O processo Colódio

A impressão Albumen

O Woodburytype

A impressão de platina

A Impressão em Gelatina de Prata

 

Dia mundial da fotografia pinhole

Fotografia estenopeica ou de pinhole é hoje em dia o modo mais simples, mais low-fi de fazer fotografia analógica. Para isso só precisam de filme, um alfinete, uma caixa ou uma lata e alguma fita cola.

 

A pinhole consiste numa maneira de ver uma imagem real, através de uma câmara escura. De um pequeno orifício onde a luz é captada para dentro da câmara, e sofrendo um movimento de inversão, a imagem é projetada para a parede oposta ao orifício ao contrário. Para produzir uma imagem razoavelmente nítida, a abertura tem que ser um furo pequeno, na ordem de 0,5 mm ou menos. As câmaras pinhole requerem um tempo maior de exposição do que as câmaras convencionais, devido à pequena abertura; os tempos de exposição vão de 5 segundos a até mais de uma hora. Havendo também registos de exposições de 6 meses

 


Clifton Suspension Bridge por Justin Quinnell, exposição de 6 meses

 

É já no próximo dia 28 de Abril o dia mundial da fotografia pinhole, e até lá vamos disponibilizar no site e no facebook recursos para fazerem uma câmara pinhole, para já fica um aperitivo:

 

 

fonte - wiki